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11/04/2011

Em terras de Lampião e Maria Bonita, Sergipe!

Terminado o carnaval baiano peguei um ônibus para Aracajú, ééé já sei que nenhum brasileiro faz turismo em Aracajú, mas eu fiz e lhes digo que o turismo lá está crescendo bastante ;)
O que eram para ser apenas 5 horas de viagem, tornou-se 10h começando que a empresa havia vendido mais passagens do que o ônibus poderia aceitar de passageiros, depois a fiscalização viu que o ônibus estava com a documentação toda irregular e para ajudar, por duas vezes o ônibus quebrou. Coisas desse tipo me faz perguntar que tipo de crescimento é esse que o Brasil está tendo. Viajei por quase toda a América do Sul de ônibus e foram poucas as vezes que esse tipo de coisa aconteceu, mas consideremos que são países de terceiro mundo e altamente "exculaxados"  por brasileirinhos que se acham superiores.




Em Aracaju eu também ia usar o CouchSurfing e meu host já estava super preocupado com minha demora para chegar, quando cheguei na rodoviária, as 00am ele estava lá me esperando com sua moto, me senti super bem-vinda com isso. 

Lá eu ia me encontrar com o Diego, amigo do CS, então só deixei minha mochila na casa do meus host e fomos para um restaurante turístico onde ele e outros CSurfers da cidade estavam, mas a cidade dorme cedo, 1 am tudo fechava e todos iam para suas casas, aff.

Na manhã seguinte acordei cedo para ir ao tour que havia contratado na madrugada por telefone com o pessoal do CS, mas em terras indígenas e principalmente no Nordeste, se não há atrasos é mentira.
Com atraso de pouco mais de uma hora fomos correndo literalmente (assustando os clientes/turistas) para a cidade de Canindé onde está o Canion do Xingó.

Não sei se gostei desse tour que antes parecia ser incrível. Primeiro pelo atraso da agência que por esse motivo (ou não) o motorista corria como louco e fez parecer a viagem super insegura, depois de 3hr de viagem até chegar a cidade de Canindé, viajamos mais uma hora em um catamarã com turistas de todos os perfis (em sua maioria turista da CVC rs), isto pra mim foi o pior, não gosto de turistas (diferente de viajantes) do meu lado rs, e depois dessa uma hora ficamos apenas uma hora para disfrutar do local, isto é, viajamos um total de 8 horas entre ida e volta para uma hora de prazer em um passeio caro. O lugar é realmente bem lindo (não explêndido), mas não merece uma segunda visita.

A noite fui novamente me encontrar com o Diego e consequentemente com o pessoal do CS de lá, fomos a um restaurante que ficava no meio de um mangue e lá o Diego e eu tivemos nossa primeira experiência com carangueijos :P a 00am os aracajuenses viram que já era tarde pra eles então queriam ir embora, enquanto o Diego e eu estávamos ansiosos pra seguir a noite haha, masssss meu host não era de passar a noite em claro (como todos de AJU) e eu me senti desconfortável em dizer que iria ficar na gandaia, então voltei pra casa com ele (saco!!!).

Esse dia eu usei para conhecer a cidade, então fui ao mercado municipal, a orla, a alguns museus, e me encontrei com dois outros CouchSurfers, um espanhol e um local para terminar de conhecer a cidade, e ai fomos ao oceanário, comer tapioca, a ponte do rio Sergipe e enfim, vários passeios que me fizeram esquecer de comprar passagem para voltar a Bahia.

Na manhã seguinte me despedi do meu host e fui ao terminal com a esperança de encontrar passagem ainda, mas o transporte terrestre no Brasil é uma merda, onde você fica preso com uma só companhia e claro, não tinha passagens comuns, por sorte tinha pouco mais de 4 assentos em um ônibus "especial", que me enfiou uma faca no peito, mas pude voltar para Salvador.














07/04/2011

Carnaval em Salvadô ôôôô!

(Dicas no final do post)

Mamãe me enrolou prometendo-me uma viagem pra Bahia, mas no fim só me deu a passagem. Anyway, era carnaval e eu estou na onda de querer saber o que é ser brasileiro, então me mandei pra Salvador hohoho

Durante os dias de carnaval fiz couch, fiquei super surpresa por ter conseguido um couch nessa época e meu host era um amor! Nos primeiros dias eu não fiz nenhum tour turístico, só pulei carnaval (porque quem não sabe dançar, pula :P) e comi muuuita comida típica. Aliás, pouco dormi nesses dias haha
Na quarta de cinzas me mandei pro Sergipe, enquanto limpavam Salvadô pra depois eu visitar de uma forma mais turística.

No fim de semana pós carnaval voltei pra Salvador, mas dessa vez  fiquei em hostel, aliás um ótimo hostel. Ai entrei em contato com a Suiça que fiz amizade durante o carnaval e nós duas fizemos tours juntas pela cidade e também fomos a Ilha de Itaparica.

Exceto a segurança da cidade que deixa muito a desejar (fui assaltada 3 vezes em 6 dias que estive lá). Salvador é uma delícia, pelo clima alegre, pela diversidade religiosa que se vê ali, pela culinária deliciosa, o povo baiano xavequeiro, enfim, é uma cidade que vale a pena ser visitada!










SalvadÔ dicas:::


A cidade tem boa infra estrutura turística, você conseguirá um mapa da cidade facilmente!
Albergue: Hostel Laranjeiras (Grupo Hostelling International), está no Pelourinho próximo a igreja de São Francisco. R$ 38 dormitório com ventilador e R$43 dormitório com ar condicionado, café da manhã caprichado incluso. Nota 10 ;)
Alimentação: com indicação do meu host do CS, fomos ao Kimoqueca comer... moqueca :P, pra ele é o melhor restaurante para se comer comida baiana. O preço é não é dos melhores, mas vale a pena ;)
Para o dia a dia é possível comer bem, por menos de R$10.
Compras: por incrível que pareça, comprar no Pelourinho seus artesanatos e lembrancinhas é mais barato que no Mercado Modelo.
Aeroporto: para os mochileiros sem grana como eu que chega no aeroporto de madrugada, rola uma cochilada no ultimo piso do aeroporto. Não há movimento nesse andar, só tem negos com seus sacos de dormir lá.
Segurança: Salvador é muito, mas muito perigoso para quem é branco, sério! Porque quem é branco é cogitado como gringo, alvo fácil. Sempre que vinham falar comigo era em inglês só para ter uma idéia.
Evite andar sozinho em lugares que você não conhece, e a noite mesmo em lugares turísticos. Atrás do Porto não tem nada além de mendigos, não vá pra lá e na Avenida do Contorno passe só de carro/ônibus, ali embaixo tem uma favela e na ponte ficam "nóias" roubando quem passa o dia todo.
Sou de SP, e pra eu estar escrevendo essas coisas, é porque lá está realmente pior que aqui em segurança.
Tours: Tem várias agências querendo te levar pra Ilha de Itaparica, Morro de São Paulo e Praia do Forte. Nenhum desses tours vale a pena ir com agência, por mais barato que pareçam ser. Fui e voltei pra Ilha de Itaparica com R$13, e nas agências cobravam R$45.

03/03/2011

Iquique mi amor

Onde eu menos esperava qualquer coisa foi onde eu tive minhas melhores experiências na viagem. Isso considerando que eu viajo pra conhecer locais e comer bem.


Cheguei então em Arica com meus dois novos amigos e fomos direto ao terminal de ônibus comprar nossas passagens para Iquique, nesse meio tempo fomos almoçar e também tentar convencer o nosso amigo chileno (Nicolas) a ir com a gente (e conseguimos!). Ele estava sem dinheiro, trabalhava com música para seguir viajando, e agora ele precisava trabalhar pra conseguir voltar para casa...coisa de mochileiro hippie ^^

A viagem foi terrível, pelo clima da região, afinal eu estava me aproximando da região mais árida do mundo e ainda estava em altitude o que piora a sensação.. em questão de 10 minutos fiquei com a pele rachada, lábios pior e boca seca, sem contar a náusea, mas depois quando começamos a baixar a serra, nos aproximando do mar, a umidade me ajudou a me sentir normal de novo. Foi bem estranho!

Chegando em Iquique, clima cruelmente árido
Chegando em Iquique, perguntei pra peruana-chilena (Ruty) onde era a área de hoteis da cidade e nisso o chileno e eu fomos convidados a ir primeiro pra sua casa tomarmos um banho e descansar e depois irmos atrás disso, e fomos.. e lá ficamos. Fizemos uma reuniãozinha na sua casa a noite, com direito a pizzas, caipirinhas, pisco chileno, rum...



Acordamos tarde no dia seguinte, tomamos um super café da manhã preparado pelo Nicolas e saimos, ele foi trabalhar com sua música e a Ruty saiu comigo para me acompanhar em conhecer a cidade e também ir pra praia. Fomos ao centro, na praça principal, em algumas feiras de artesanato, tomar sol na praia, tentar tomar banho naquela água friiia e depois concluimos com caiaque numa área cheia de cegonhas, uma delícia de passeio.
Dai fui ligar pra minha host no CS, sim, eu tinha conseguido couch lá, mas como havia chegado na cidade um dia antes do previsto (por causa das manifestações no Peru), então só fui dar "as caras" no dia combinado. 
A noite fomos a um show de música russa na praia, organizado pelas mineradoras de Iquique. Muito divertido e lá nos encontramos com outras pessoas do CS  também com os outros amigos da Ruty, concluimos a noite com uma cerveja num bar da praça e fomos para a casa da minha Host (Anahí).
Anahí e eu
Na manhã seguinte fui com a Anahí até seu local de trabalho, na Zofre, não porque eu queria ter um dia totalmente chileno até na hora de trabalhar, mas sim porque lá é a zona franca do Chile, isto é, tudo lá é barato. Você pode comprar um carro de 2005 por U$2.000,00, uma câmera digital por U$30,00 e por ai vai... nessas horas que você vê desvantagem de ser mochileira rs. A Ruty e a prima da Anahí (Karla) me acompanharam na visita a Zofre e de lá fomos almoçar em um restaurante considerado por eles um dos melhores, mas vimos que não era tudo isso não rs..apesar que meu ceviche a la mexicana cheio de abacate estava bem gostosinho.
Ai me despedi da Ruty, ela ia pras Minas onde trabalha 7x7, espero vê-la de novo algum dia. Com toda a certeza ela foi a pessoa mais especial que conheci na viagem toda.
Almoçando com a Ruty e a Karla
Segui com a Karla passeando na cidade, fomos ao museu de etnografia, ao museu de história de Iquique, visitamos a Catedral e fomos passear de barco na região dos lobos marinhos, muito lindo o passeio, principalmente pra quem está acostumado a ver lobos marinhos presos em zoológico.



Viajei pra casa da minha host (ela morava bem longinho do centro) e lá fui convidada a ir com ela e sua família a uma reunião de família em uma outra cidade de Iquique, quase em Antofagasta. Uma hora e meia de viagem e chegamos na casa de suas tias em uma praia meio deserta, linda! Foi uma noite gostosa entre aquela família de cantores, aprendi bastante sobre a música local (até a cantar uma haha) e também sobre os costumes deles. Adorei!


Nesse dia acordei meio down, com saudade da Ruty talvez e ainda a Karla não poderia sair comigo pela manhã. Então fui a rodoviária comprar meu ticket pra San Pedro de Atacama para o dia seguinte e assim o fiz, depois de uma hora que havia comprado o ticket me deu aloca e voltei lá para trocar meu ticket para ir embora no mesmo dia, devia estar de tpm, só pode! Passei a tarde caminhando pela região e tirando algumas fotos, sendo atazanada por um velhinho galanteador, etc... dai encontrei com a Karla e fomos almoçar comida japonesa. Se no Brasil a comida japonesa foge dos padrões japoneses imagina então no Chile onde em toda a culinária há algo de abacate xD
Depois fomos caminhar na praia, nisso andamos a cidade de Iquique inteira pela Orla e fomos ao Cassino perder dinheiro, claro (quero cassinos no Brasil, JÁ!). Com certeza, Iquique foi o lugar que melhor conheci em todos os seus aspectos.


Liguei pra Anahí para avisar-lhe que havia adiantado minha ida a San Pedro e que queria ao menos me despedir dela direito, num momento de muita sorte quando Karla e eu entravamos no shopping para usar o banheiro encontramos com os pais da Anahi e ai pegamos uma carona até a casa para pegar minha mochila. 
Naquela noite, na praça principal teve uma festa de coletividades, com shows e comidas típicas de vários países, mas como eu precisava ir só assisti a apresentação de uma música, me despedi de todos e dei adeus a Iquique com o coração partido por querer ficar.

28/02/2011

Lima, SP Peruana

Depois de 24 horas da viagem sem fim, cheguei em Lima. Até então, tinha sido a pior viagem, ao meu lado tinha um peruaninho muito do fedido, ai que azar! xD                                                                                                                                                                                                 

Me mandei para Miraflores, bairro burguês de Lima. Lá me hospedei em um hostal super legal, mas estava cansada então só fui ao shopping que tinha perto do hostel comprar umas roupas/chinelo porque já tinha perdido 25% da minha bagagem xD e jantei no próprio hostal e fiquei na sala de jogos/internet e isso foi ótimo, porque só de entrar na página do CS lá, os limeños me encheram de mensagens se oferecendo para dar uma volta na cidade e pra mim, que decidi ir a Lima do nada, foi perfeito!
Na manhã seguinte fui atrás de casas de cambios e não encontrava nenhuma aberta, nisso de ficar procurando "as cegas" acabei caindo na parte residencial de Miraflores, onde só tinham casarões... 40 minutos depois achei meu caminho e fui ao encontro da CSurfer que eu tinha aceitado o convite de passeio pela cidade.
Andamos muito nesse dia, conheci vários lugares que sozinha eu iria ter preguiça de visitar e fomos a duas praias Limeñas e claro, meu primeiro contato com águas do Pacífico. Fomos ao bairro Barranco, onde lá almoçamos um ceviche dos deuses, ai andamos mais e mais, conversamos um monte sobre nossos países e encerramos o tour comendo chocolates tipicos arequipeños.
No fim do dia decidi trocar de hostal, já que tinha comprado passagem para Arequipa para a tarde do dia seguinte e o ônibus sairia do centro da cidade, então para poupar tempo, fui em busca de hostal no centro da cidade, de forma que no dia seguinte eu pudesse conhecer essa parte da cidade.



Horário de pico e eu procurando hosteis com uma mochila cargueira numa rua que é tipo a Rua São Bento em SP, imagine a situação! E pra piorar eu não encontrava hotel nenhum, incrível!!! Uma hora depois rodando tudo ali, encontrei e encontrei também refrigerante de guaraná peruano haha

Acordei super cedo e fui conhecer o centro histórico de lima, fui em tudo quanto é museu que estava aberto já, fui no Alcalde, na casa Presidencial e claro, no mais esperado da minha viagem a Lima, ao Museu da igreja de San Francisco, onde estão as catatumbas com mais de 25 mil corpos, impressionante e imperdível, com certeza, o museu mais interessante em que já estive! Depois disso fui ao Mercado Central pra variar hehe, e encerrei visitando uma feira de artesanatos que não é bem uma feira de artesanatos local, considerando que é tudo de Cusco xD 

Casa Presidencial

Alcalde (Praça de Armas)

Igreja San Francisco

Catatumbas

Mercado Central



Lima me impressionou em vários quesitos, eu amei a cidade e achei muitas semelhanças com São Paulo (por isso que amei haha), sem contar, que o povo Limeño me pareceu muito mais simpático que os Cusqueños orgulhosos com suas terras pra turísta ver.
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