30/03/2011

Sucre, cidade nem tão branca assim.

Estava tão aliviada de ter deixado Oruro, mas ao mesmo tempo estava preocupada com o que ainda restava na minha viagem, aliás eu só tinha mais uma semana antes de voltar ao Brasil.

A viagem até Sucre foi bem tranquila, nem parecia que eu estava na Bolivia rs, cheguei na cidade as 5am e fui atrás de um taxi, nisso o taxista me pergunta se ele poderia levar mais alguém e eu concordei (em alguns lugares isso é bem comum), nisso um Argentino que estava no mesmo ônibus que eu, entrou e ai começamos a conversar e no final ele resolveu me acompanhar no hostel que eu ia conforme indicação do Loonely Planet (que dessa vez existia).
Dormi até o almoço e ai fui andar um pouco pelas redondezas. A cidade estava cheia de turistas, o que percebi conforme os folhetos de turismo boliviano é que em Sucre, é onde os estrangeiros costumam ir para estudar espanhol, então era bem comum ver gringos com livros saindo de escolas de idiomas (há várias). Depois de andar pela praça o Joel lembrou do tal cemitério "lindo" de Sucre, então fomos visitar o lugar, bem não há nada de especial no cemitério, a única diferença é que no caminho principal há várias árvores em formato de cone bem podadas, mas os túmulos em si são comuns e não há nenhum morto famoso lá. 

Dai o Joel começa a me dizer que estava em Sucre só como passagem mesmo para La Higuera, cidadezinha onde Che Guevara foi assassinado e ele como um super fã de Che Guevara queria muito visitar, então ele ia ao terminal para comprar sua passagem para o dia seguinte. Nisso, me dei conta de que visitar o tal lugar poderia ser bem interessante, apesar de não ser uma fã do Che e tampouco saber muito sobre sua história, era ao menos melhor do que meu plano de ficar quatro dias em Sucre onde não se tem muito o que fazer, mas em contrapartida o tal Argentino não era lá alguém muito simpático para se viajar com e também um pouco pão duro demais. Anyway o acompanhei ao terminal para decidir lá o que eu faria, no fim das contas comprei passagem para acompanhá-lo a Samaipata, penúltima cidade onde Che Guevara esteve antes de morrer.
A noite eu queria fazer algo, ir a algum show de salsa ou mesmo ir a algum bar só pra beber, mas o tal Argentino chato acabou me dando um perdido indo pra uma Lan House, dai perdi o ânimo e fui dormir super cedo. 
Acordei no dia seguinte com a idéia de trocar meu bilhete a Samaipata para não ter que estar com o tal chatonildo, mas ele acordou de menos chato esse dia, então fomos fazer uns tour obrigatórios de Sucre antes de partirmos para a tal cidadezinha. Fomos ao mirante da Recoleta e depois ao tal Castelo de la Glorieta, um castelo interessante pra sulamericano que nunca viu um castelo na vida, massss os donos do lugar não tiveram nenhuma grande importância ao país, de forma que ofuscou um pouco a tal grandiosidade do castelo :P



Sucre é a capital Administrativa da Bolívia que não suporta o fato de o Legislativo estar em La Paz, é uma cidade com quatro nomes (pensa num povo indeciso) e um desses nomes é "Ciudad Blanca", pela obrigação dos prédios comerciais terem de pintar seus estabelecimentos de branco todo ano (mas não vi muito isso), aliás Sucre junto com Santa Cruz e Beni querem autonomía da Bolívia, isto é, querem ser um outro país e isso você percebe a cada esquina. Mais preconceitos, como de prache é da Bolívia.
Depois de visitar o Castelo, voltamos para o hostel só para pegar nossas mochilas e seguimos ao terminal para nosso próximo destino, Samaipata.

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